sábado, 1 de fevereiro de 2014

Médio X Superior: o ensino e suas pequenas diferenças

A vida de um estudante do ensino médio é tranquila. Nada de muito esforço, nem preocupações com artigos, com pesquisas, com relatórios. A verdade é que os estudantes do ensino médio no Brasil não têm responsabilidades escolares suficientes para ocuparem a mente. Isso, inevitavelmente, para os de escola pública. Os de escolas privadas têm uma carga maior para se ocuparem, ainda que insuficiente. O resultado dessas características está aflorando no ensino superior. Principalmente depois da criação do sistema de cotas para estudantes de escolas públicas terem acesso às universidades. Em algumas instituições privadas não é nada diferente do ensino médio, pois são tratados como clientes e não como estudantes. Nelas a carga de estudos é praticamente a mesma.

Dentro das universidades públicas que, com reconhecida razão, não se importam se enfrentam dificuldade (pois para os docentes, os alunos já passaram pelo vestibular, que é um teste de aprendizado), deparam-se com os primeiros desafios da vida acadêmica. Desde leituras obrigatórias dos cursos até simples resumos pedidos pelos professores. As dificuldades iniciais desses estudantes tende a deixa-los desanimados com seus rendimentos.

Além disso, existe a drástica diferença física das escolas para as universidades. As primeiras, com estruturas básicas para ensino. As segundas, com avançados sistemas de ensino e artifícios para aulas fora da sala. Essas peculiaridades deixam o início do curso superior mais complicado pela falta de costume do estudante que acaba de sair do ensino médio. Em sua maioria jovens, que não ligavam muito para a estrutura de suas escolas – com exceção da quadra de esportes.

Os fatos apresentados aqui levam ao crescimento obrigatório da mente do estudante. Este irá progredir assustadoramente, no que diz respeito as suas responsabilidades. Isso já a partir do primeiro ano de vida acadêmica. Dessa forma, entende-se que a faculdade, seja ela pertencente a qualquer das áreas de conhecimento, eleva a formação social do indivíduo.

Todavia, os maiores problemas enfrentados pelos estudantes recém-concluintes do ensino médio ao ingressar na universidade são: a falta de um bom ritmo de estudos, a falta de conhecimento teórico básico em algumas disciplinas, a falta de tempo (proveniente das muitas horas que custam os estudos universitários), aliar família à nova modalidade de vida (pior ainda para quem já tem filhos e cônjuge).

Por outro lado, evidencia-se a face boa do ensino superior. O jovem delicia-se com novas amizades, com um conhecimento mais amplo dos professores, com os novos conceitos que são formados, com uma interação quase que obrigatória dos deveres acadêmicos junto à sociedade (é a aplicação do conhecimento adquirido na comunidade). E ainda se vê com um futuro promissor na área escolhida. Isto é consequência do rumo que a universidade sugere que o estudante siga.

A vida de um estudante do ensino superior é acelerada. Muita coisa a se fazer e uma falta de tempo eterna. É aí onde se formam os cidadãos que deveriam estar à frente dos governos. Ou, simplesmente, onde se formam pessoas melhores para convívio em sociedade. O estudante do ensino superior é para ser o molde do futuro social do Brasil.