Lembro que na minha época de escola nós tínhamos
que escrever sempre. Era rotineiro, como um costume. Eram as aulas que eu mais
gostava: as de língua portuguesa. Não sou hipócrita em dizer que gostava das
regras. Não. As regras eu não suportava. Mas nas aulas de texto, eu ficava
admirado com a facilidade com que os escritores escreviam e difundiam seus
pensamentos com as palavras. O que observo hoje com minha filha criança,
estudante do ensino fundamental I, é que existe certa obrigação em escrever
bem. Muito pelos desafios que existem hoje nos concursos e exames nacionais. Não
que eu não goste que minha filha seja levada ao hábito de escrever. Mas como
seria bom que ela tivesse prazer em fazer seus pensamentos caírem no papel. Incentivo
muito para que ela leia, que tente escrever cada vez mais e melhor. E lhe
ensino que será de grande valia se ela gostar de escrever. Ajudará no âmbito
pessoal, social, profissional. Ou seja, em tudo. A ótima notícia é que vejo o
avanço dela nessa área. Consequentemente, imagino que sua turma da escola
esteja no mesmo nível. Então, viva!
Por isso, ainda acredito no hábito da leitura. Não
somente ler por ler. Mas compreender o que se lê. O mundo da tecnologia
alucinante que é este de hoje não pode roubar esta preciosidade que é a
leitura. É necessário criar e tomar a iniciativa de se ler alguma coisa. E alguma
coisa de qualidade. Temos que abraçar a ideia de que o mundo só está
tecnologicamente avançado por causa dos que estudaram. E estudaram muito! Fizeram
muitas leituras técnicas, específicas de cada área de atuação. Enquanto crianças
deve haver o desejo e o prazer em se fazer boas leituras. Para que, quando
chegarmos aos níveis mais elevados da vida, não tenhamos a quebra das boas práticas
de crescimento. A saber, a leitura.

