A vida de um estudante do ensino médio é
tranquila. Nada de muito esforço, nem preocupações com artigos, com pesquisas,
com relatórios. A verdade é que os estudantes do ensino médio no Brasil não têm
responsabilidades escolares suficientes para ocuparem a mente. Isso,
inevitavelmente, para os de escola pública. Os de escolas privadas têm uma
carga maior para se ocuparem, ainda que insuficiente. O resultado dessas
características está aflorando no ensino superior. Principalmente depois da
criação do sistema de cotas para estudantes de escolas públicas terem acesso às
universidades. Em algumas instituições privadas não é nada diferente do ensino
médio, pois são tratados como clientes e não como estudantes. Nelas a carga de
estudos é praticamente a mesma.
Dentro das universidades públicas que, com
reconhecida razão, não se importam se enfrentam dificuldade (pois para os
docentes, os alunos já passaram pelo vestibular, que é um teste de
aprendizado), deparam-se com os primeiros desafios da vida acadêmica. Desde leituras
obrigatórias dos cursos até simples resumos pedidos pelos professores. As
dificuldades iniciais desses estudantes tende a deixa-los desanimados com seus
rendimentos.
Além disso, existe a drástica diferença física
das escolas para as universidades. As primeiras, com estruturas básicas para
ensino. As segundas, com avançados sistemas de ensino e artifícios para aulas fora
da sala. Essas peculiaridades deixam o início do curso superior mais complicado
pela falta de costume do estudante que acaba de sair do ensino médio. Em sua
maioria jovens, que não ligavam muito para a estrutura de suas escolas – com
exceção da quadra de esportes.
Os fatos apresentados aqui levam ao crescimento
obrigatório da mente do estudante. Este irá progredir assustadoramente, no que
diz respeito as suas responsabilidades. Isso já a partir do primeiro ano de
vida acadêmica. Dessa forma, entende-se que a faculdade, seja ela pertencente a
qualquer das áreas de conhecimento, eleva a formação social do indivíduo.
Todavia, os maiores problemas enfrentados pelos
estudantes recém-concluintes do ensino médio ao ingressar na universidade são:
a falta de um bom ritmo de estudos, a falta de conhecimento teórico básico em
algumas disciplinas, a falta de tempo (proveniente das muitas horas que custam
os estudos universitários), aliar família à nova modalidade de vida (pior ainda
para quem já tem filhos e cônjuge).
Por outro lado, evidencia-se a face boa do
ensino superior. O jovem delicia-se com novas amizades, com um conhecimento
mais amplo dos professores, com os novos conceitos que são formados, com uma
interação quase que obrigatória dos deveres acadêmicos junto à sociedade (é a
aplicação do conhecimento adquirido na comunidade). E ainda se vê com um futuro
promissor na área escolhida. Isto é consequência do rumo que a universidade
sugere que o estudante siga.
A vida de um estudante do ensino superior é
acelerada. Muita coisa a se fazer e uma falta de tempo eterna. É aí onde se
formam os cidadãos que deveriam estar à frente dos governos. Ou, simplesmente,
onde se formam pessoas melhores para convívio em sociedade. O estudante do
ensino superior é para ser o molde do futuro social do Brasil.


