O que dizer de pessoas que não respeitam a
forma de pensar dos outros? Não sou digno de julgar atitudes nem pensamentos de
ninguém. Mas é, no mínimo, um absurdo querer impor uma prática em um meio que não
acredita naquela prática. Pois esta é a realidade da briga infame entre
evangélicos e homossexuais. Sempre algum dos lados quer estar acima do bem e do
mal. Sempre algum dos lados quer estar em evidência na mídia corrompida deste
país.
Nesta semana aconteceram muitos fatos
relevantes para este assunto. Aconteceu a “Marcha Para Jesus”. Em resposta a
esta, aconteceu uma “Parada Gay”. A primeira, totalmente diferente da primeira
edição, levando a Palavra de Deus. Mas com algumas peculiaridades. Dentre elas,
o marketing de marcas e pessoas. Ou seja, meramente capitalista. Desta forma, não
retrata o sentido do próprio nome do evento. A segunda, notadamente como forma
de protesto e ataque ao meio evangélico neopentecostal, cheia de bizarrices,
também muito diferente da primeira edição, também cheia de comercialização de
marcas por trás. Ou seja, meramente capitalista também. Aonde quero chegar com
isso?
Meus caros, professo minha fé abertamente em
Cristo. Mas o que se vê hoje é uma disputa sem objetivo, sem foco. Um querendo
julgar o outro por suas práticas. Na própria Bíblia diz que não devemos apontar
o dedo, nem julgar, nem amar o pecado. Mas diz sim que devemos amar o pecador, não
importa de que forma ele esteja. Logicamente, estou parafraseando a Bíblia. Mas
este é o sentido que ela nos traz. Dessa forma, por que somos atacantes do
pecador, ao invés de amá-lo e querer o melhor para ele? Não adianta querer
impor pensamentos ou ideologias próprias na cabeça dos outros. Podemos e temos
o direito de não concordar com os ideais do próximo. Mas não temos o direito de
atacá-lo e querer a qualquer custo que ele largue tudo e nos siga. Assim como a
salvação por meio de Cristo é individual, assim também é a tomada de decisão. Lógico
que eu gostaria muito de trazer ao meu meio uma pessoa necessitada, incrustada
naquilo que eu não acredito. Mas existem meios bíblicos, serenos e pouco
grosseiros para isso.
Quanto ao capitalismo
destes eventos, nada tenho mais a dizer. A não ser esperar que um dia saia do
foco atual e entre no foco da paz, sem comércio, sem marketing. Eu defendo,
categoricamente, a marcha para Jesus. Por crer em Jesus. Não sou contra o
direito dos homossexuais. Aliás, o mesmo direito que temos, eles também têm. Somos
um só. Mas vamos parar com disputas pueris.
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